sábado, 21 de novembro de 2009

Uma grande dor de cabeça

No próximo dia 1°, a Lei do SAC completa um ano de vigência. Diversos serviços regulados estão incluídos no decreto. Dentre eles, o prestado pela telefonia fixa e celular, considerado hoje como um dos mais problemáticos

A gerente comercial Mirella Lopes contratou, há dois anos, um plano de telefonia móvel com bônus de 500 minutos para as ligações entre números da mesma operadora ou para telefones fixos. Em dezembro de 2008, ela recebe a fatura mensal um pouco mais cara que o normal. Na correria das festas de fim de ano, a conta foi paga, sem muita atenção.

No mês seguinte, a conta chega R$ 120 mais cara. A solução foi ligar para a Oi, a operadora contratada. ``Passei quase duas horas no telefone``, conta. Quando conseguiu atendimento, a resposta dada foi de que passado um ano de contrato, a promoção havia expirado. ``Mas ninguém me avisou isso quando fiz o contrato``, destaca.

A demora no atendimento das operadoras de telefonia móvel é um dos mais notáveis problemas quando o assunto é o decreto 6.523/08 que regula a lei 8.078/90. O decreto, conhecido como Lei do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), entrou em vigor em 1° de dezembro de 2008 e refere-se também ao atendimento de outros serviços, como cartões de crédito e transportes aéreos. Mas, na prática, seu cumprimento ainda deixa falhas.

O presidente da Associação Brasileira das Relações Empresa Cliente (Abrarec), Ricardo Meir, aponta que ``qualquer empresa com um pouquinho de noção de cidadania, não pode deixar de ter um centro para falar com seu cliente. Não é só deixar um -fale conosco-, é você ter pessoas preparadas para dialogar. Nesse ponto, as empresas não estão preparadas``. Meir diz ainda que as teles falham na forma de tentar minimizar os problemas. A percepção coletiva é de que elas não se incomodam com o cliente``, destaca Meir. Mirella concorda. Sobre seu caso, reclama: ``Me senti enganada``.

Segundo o secretário-executivo do Procon Ceará, João Gualberto Soares, estão sendo feitas autuações e aplicadas multas às empresas. ``Essas multas de atendimento de telefonia e banco têm que ser altas, porque eles ganham muito dinheiro``, aponta.

A Oi, via assessoria de imprensa, afirmou que o caso de Mirella foi resolvido em fevereiro de 2009 e que a cliente continua na base de telefonia móvel da empresa. Por nota, disse ainda ter ``como princípio o comprometimento em fazer grandes investimentos para levar, com qualidade, cada vez mais serviços``. (Camille Soares)

ONDE RECLAMAR

>Se seu problema for demora no atendimento pelas operadoras de telefonia ou de TV por assinatura, acesse o site www.anatel.gov.br e deixe sua reclamação na seção ``fale conosco`` ou entre em contato com a agência através da Central de Relacionamento 133. Se a demora for com os planos de saúde, o endereço é www.ans.gov.br e o telefone 0800.701 9656. No site do Ministério da Justiça (www.mj.gov.br), há uma seção específica para que o consumidor reclame o atendimento do SAC.

Fonte: Caderno Negócios Jornal O Povo

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Brasileiros estão preocupados com as mudanças do clima

Os brasileiros estão preocupados com o aumento da temperatura do planeta e consideram o aquecimento global um problema grave. A conclusão é da pesquisa CNI-Ibope, divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), durante a inauguração do escritório da entidade em São Paulo. Conforme o levantamento, 92% dos entrevistados têm a consciência de que a temperatura está aumentando e 90% acham que a questão é muito grave ou grave.

A pesquisa revela que apenas 16% dos brasileiros não têm qualquer preocupação com o meio ambiente. A maior preocupação é com o desmatamento, que foi mencionado por 50% dos entrevistados. Em seguida vem a poluição da água, a poluição do ar, o tratamento e o acúmulo de lixo e a mudança do clima.

Os dados mostram que a consciência da população em relação ao desmatamento aumentou comparativamente à pesquisa anterior feita em 2007. Há dois anos, o número de entrevistados que citavam o desmatamento como o fator de maior preocupação ambiental era de 42%.

Na avaliação de 47% dos brasileiros, todos os países devem contribuir com o combate ao aquecimento global. Mas os países ricos devem ter uma participação maior no esforço pela redução das emissões dos gases que produzem o efeito estufa. A pesquisa CNI/Ibope sobre meio ambiente foi feita entre 11 e 14 de setembro deste ano, com 2.002 pessoas com mais de 16 anos de idade, residentes em 142 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o grau de confiança é de 95%.

Por: AMORAES

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Ensinamentos imutáveis nas práticas gerenciais

É fácil constatar que os conceitos da gestão empresarial moderna, lançados por Peter Drucker, permanecem quase imutáveis no dia a dia de muitas empresas.

Por seu esforço de transformar o conhecimento em teorias de administração, Peter Drucker ficou conhecido, entre outras alcunhas, como o “pai do management moderno”. Muitas de suas orientações em termos de práticas gerenciais permanecem atualíssimas, norteando a administração de diversas companhias.

Vamos abordar alguns importantes tópicos:

1) Iniciando um trabalho

Para iniciar qualquer trabalho ou projeto em uma empresa, é necessário que o gerente:
• Pergunte “O que precisa ser feito?”
• Pergunte “O que é bom para a empresa?”
• Crie um plano de ação.
• Assuma a responsabilidade pelas decisões.
• Assuma a responsabilidade pela comunicação.
• Foque oportunidades em vez de problemas.
• Faça reuniões produtivas.• Pense e diga “nós” em vez de “eu”.

É o que Drucker chama de “as oito práticas do executivo eficaz.”

2) No dia a dia

• Abandone as coisas que não funcionam mais, as que nunca funcionaram e as que sobreviveram após o esgotamento de sua vida útil e de sua capacidade de contribuição. Ou seja, deve ser abandonado tudo aquilo que estiver desgastado, obsoleto e improdutivo;

• Concentre-se nas coisas que funcionam, nas que produzem resultados e nas que melhoram a capacidade de funcionamento da organização;

• Aplique seus esforços no menor número possível de produtos, serviços, clientes, mercados, canais de distribuição, usos finais e assim por diante, para que possam produzir a maior receita possível;

• Considere que, hoje em dia, as empresas produzem conhecimento e informação, e não simplesmente mercadorias ou serviços. Vivemos em um tempo em que o conhecimento é o fator de maior importância, mais do que produtos, serviços e processos;

• Analise os “semissucessos” e os “semifracassos;

• Foque o mercado (o produto ou serviço é definido pelo cliente e não pelo produtor);• Faça uma previsão financeira adequada;

• Tenha uma administração profissional, com conselho diretor formal, que forneça ao dono recomendações e pareceres de que necessita, bem como questionamentos;

• Não administre apenas pelo curto prazo (uma grande tentação para muitos administradores). É importante buscar o equilíbrio entre o curto, o médio e o longo prazos;

• Olhe sempre para o futuro. Embora ainda indeterminado, ele pode ser moldado por ações intencionais. E a única coisa que pode efetivamente motivar essas ações é uma ideia – de uma economia diferente, um processo diferente ou um mercado diferente, explorado por uma empresa diferente. Fazer o futuro requer coragem. Requer trabalho, mas também requer fé.

3) A tomada de decisão

Tomar decisões constitui um ponto crítico em qualquer administração.

Confira algumas valiosas dicas de Peter Drucker:

- Classifique o problema. Ele é genérico? É excepcional e único? Ou é a primeira manifestação de uma nova espécie, para a qual ainda é preciso desenvolver uma regra?

- Defina o problema: com o que estamos lidando?

- Especifique a resposta para o problema. Quais são as "condições limitadoras"?

- Decida o que é "correto", ao invés do que é aceitável, para satisfazer as condições limitadoras. O que irá satisfazer plenamente as especificações antes que se dê atenção a compromissos, adaptações e concessões necessários para tornar a decisão aceitável?

- Insira na decisão a ação para executá-la. Qual deve ser o compromisso com a ação? Quem deve saber a respeito dela?

- Teste a validade e a eficácia da decisão em relação ao curso real das coisas. Como está sendo executada a decisão? As suposições sobre as quais ela se baseou são apropriadas ou obsoletas?

4) Recursos Humanos

De acordo com as ideias de Peter Drucker, nenhuma estratégia de sucesso é possível sem as pessoas. Para ele, a chave para a grandeza está em buscar o potencial das pessoas e dedicar tempo ao seu desenvolvimento.

O trabalhador tem de ser valorizado pelo seu conhecimento individual, não por atender a necessidades padronizadas. É importante, também, tomar sempre boas decisões sobre pessoas, porque elas determinam a capacidade de desempenho da organização.

Por exemplo: não entregue atribuições novas e grandes a pessoas com pouca experiência, pois isso só aumenta os riscos. Dê atribuições deste tipo a alguém cujo comportamento e cujos hábitos sejam seus conhecidos e que tenha conquistado confiança e credibilidade dentro da organização.

Com relação a um recém-chegado de alto nível, coloque-o inicialmente numa posição já estabelecida, na qual as expectativas são conhecidas e o auxílio disponível.

5) Inovação

Para Drucker, os verdadeiros empreendedores são aqueles que aprendem a praticar a inovação sistemática, que consiste na busca deliberada e organizada de mudanças e na análise sistemática das oportunidades que tais mudanças podem oferecer para a inovação econômica ou social.

Assim, a inovação é o meio pelo qual os empreendedores exploram a mudança como uma oportunidade para um negócio ou um serviço diferente.

Mesmo assim, inovadores de sucesso são conservadores. “Eles não se concentram nos riscos, e sim nas oportunidades”, sintetiza Drucker. Analisam sistematicamente as fontes de oportunidades inovadoras e decidem, entre todas, quais serão exploradas. É natural, assim, que escolham as de menor risco ou as de risco bem definido.

“Existem dois tipos de riscos: Aqueles que não podemos nos dar ao luxo de correr e aqueles que não podemos nos dar ao luxo de não correr.” (Peter Drucker)

Para estimular a inovação, Peter Drucker apresenta algumas sugestões de práticas administrativas:

- Reserve, nas reuniões e relatórios, espaço para o sucesso inesperado. É importante dar atenção, discutir e buscar as soluções dos problemas. Mas, se eles forem as únicas coisas a serem discutidas, as oportunidades morrerão por negligência;

- Incentive as pessoas e unidades que fazem o melhor de forma diferente, e compartilhe experiências;- Avalie sempre quais iniciativas devem receber mais apoio, quais abriram novas oportunidades e o que fazer com as que não trouxeram bons resultados;

- Em termos de estrutura organizacional, separe o novo do já estabelecido;

- Mude o esquema de remuneração e incentivos. As pessoas não devem ser recompensadas pelo fracasso, mas certamente não podem ser punidas por tentar acertar;

- Não use apenas as informações internas.

HSM Online

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Por que, onde e como INOVAR?

Com estratégias idênticas, empresas optam por melhorar sua eficácia operacional, suportando estratégia fraca. Isso não garante desempenho superior.

O ambiente empresarial no cenário atual é complexo, competitivo e incerto. Mudanças de ordem macro-econômica, regulatória, competitiva e mercadológica criam continuamente uma nova realidade. O pós-crise ressalta fenômenos como a formação de novos mercados, surgimento de novos concorrentes e convergência entre setores. Também merecem destaque a instabilidade política no Oriente, as pandemias, os avanços com a Internet e a consolidação da consciência ambiental.

O impacto decorrente do relacionamento desses fatores é amplificado, já que as empresas operam em um mundo em rede, onde a intensidade extrema de conexões entre os diversos agentes afeta sensivelmente a estabilidade do ambiente.

Esse cenário hipercompetitivo pode ser ilustrado com a análise de uma breve evolução do tempo de permanência das empresas no índice Standard & Poor’s (S&P) das maiores empresas dos Estados Unidos. Criado em 1920 – o índice S&P – ainda em sua formação
original com apenas 90 empresas, apresentava 65 anos de tempo médio de permanência das organizações que o compunham. Já em 1998, a média de permanência no expandido S&P 500 havia caído para 10 anos. Se a história for um guia, nos próximos 25 anos, somente um terço, das atuais 500 empresas, fará parte do índice.

Torna-se cada vez mais difícil gerar e sustentar vantagem perante os concorrentes em intervalos maiores do que cinco anos, conforme pesquisa recente sobre o tema. Não gerando e mantendo vantagens fica impossível obter desempenho superior.

A competição moderna
Deixemos de pensar nos fenômenos que tornam o ambiente hipercompetitivo e passemos a olhar dentro da competição. Ficaram para trás os anos em que “fazer bem feito” era garantia de resultado. Nas décadas de 80/90, com o advento da gestão da qualidade as empresas atingiram um novo patamar de eficácia operacional. As diferentes e importantes técnicas como benchmarking, six-sigma e qualidade total colaboraram para a transformação da produção artesanal na operação global supereficiente.

Entretanto, analisando as estratégias das empresas, é possível perceber como decorrência um processo de convergência estratégica em diferentes setores. Define-se um suposto “modelo ideal” e todos tendem a adotar tal estratégia. O instituto Gallup confirmou isso ao perguntar para mais de 500 CEO’s se as estratégias de seus principais concorrentes tornaram-se “mais semelhantes” ou “mais diferentes” das suas. A grande maioria respondeu que as estratégias de seus concorrentes estavam cada vez “mais semelhantes”.

Atuando com estratégias idênticas, as empresas optam apenas por melhorar sua eficácia operacional, muitas vezes, suportando uma estratégia fraca, o que não é suficiente para obter e sustentar desempenho superior.

Quando a eficiência operacional substitui a estratégia, o resultado é um jogo de soma zero, com as pressões sobre o custo comprometendo as margens e o investimento em longo prazo. A mudança dessa mentalidade de gestão passa por menos imitação da concorrência e atenção no uso do benchmarking. Uma orientação excessivamente concorrencial e a substituição da estratégia pela adoção das melhores práticas podem fomentar um modelo de gestão reativo, incremental e pouco inovador.

O que não é inovação
Nos últimos anos, o tema inovação ganhou a capa das principais revistas de negócios, virou tema central de congressos e tornou-se pauta em conversas entre executivos de alta gestão. Para 83% dos CEO’s que responderam pesquisa recente, a inovação é uma das 3 prioridades para a empresa. No entanto, tão grande quanto sua repercussão têm sido os mal-entendidos a respeito do que realmente é inovação, como colocá-la em prática e como obter resultados de sua aplicação. Para facilitar o entendimento do que é inovação, vamos falar do que não é inovação.

Inovação não é melhoria do existente
Muitas empresas percebem como incompatíveis ou iguais as melhorias e as inovações. Nem uma coisa nem outra. Pode haver integração entre os dois movimentos, mas gerenciar os dois
com a mesma mentalidade, ferramentas e práticas pode ser tão danoso quanto percebê-las como antagônicas.

Inovação não é adequação àquilo que todo mercado tem ou utiliza e sua empresa ainda não tem.
Pensar que a própria empresa é o elemento de comparação para definir se algo é ou não inovador é um erro. Algumas publicações especializadas classificam como inovação tudo aquilo que uma empresa introduz, independentemente de existir no mercado.

Inovação não é criatividade
Não se pode classificar tudo que é novo, inédito, original como inovador. Alguns produtos são classificados como inovadores antes mesmo de seu lançamento. Fazer algo diferente e criativo não é suficiente para considerarmos algo como inovação. É preciso que haja resultado, reduções significativas de custos, altos ganhos de eficiência, criação de novos mercados, elaboração de novo método de produção, aumento de receita

Inovação não é apenas um novo produto
Existe uma tendência a identificar e promover apenas inovações de produto. A empresa pode influenciar seus resultados com 12 tipos de inovações de diferentes intensidades que aproveitem suas competências, estratégia e postura dos concorrentes. A maioria das definições acerca dos tipos de inovações limita a inovação a empresas industriais ou de alta tecnologia. Os erros de aplicação limitam os resultados com a gestão da inovação nas empresas.

Ponto de vista sobre inovação
Os executivos precisam de um modelo estratégico, integrado e gerenciável para abordar com eficácia a inovação nas empresas. Inovação não é algo simplesmente novo. É algo novo que traz resultados para a empresa. O mundo está cheio de inventores que nunca obtiveram sucesso com suas idéias “brilhantes”. É preciso separar inovação de invenção mas também de melhoria. A melhoria refere-se a pequenos ajustes necessários para a continuidade e o aperfeiçoamento das atividades do negócio. A inovação é a transformação de novas idéias em resultado.

A inovação não deve ser vista simplesmente como o desenvolvimento de um novo produto, podendo emergir como novos modelos de negócio, novos mercados, serviços, plataformas tecnológicas e criação de canais de distribuição alternativos. Cada empresa tem um perfil de inovação próprio que deve ser gerenciado a fim de priorizar os tipos de inovações mais adequados à sua realidade e estratégia.

Para que uma empresa cresça e reforce sua posição competitiva, a inovação deve ser um processo continuado e não episódico! Inovar significa buscar incessantemente o crescimento e a liderança. Envolve criatividade, transpiração, persistência e risco.

A criatividade é apenas uma parte da inovação. Ela passa pela definição de estratégias, avaliação de idéias, experimentação, gestão de projetos e monitoramento de resultados. Por isso, a indução da inovação deve ser feita por ferramentas e métodos específicos para tal realidade que considerem o nível de incerteza e risco de projetos de inovação.

Esperar um “espasmo criativo” para que uma nova idéia seja gerada e dê frutos não é a melhor forma de gerenciar a inovação. Assim como outros conceitos já consolidados no meio empresarial – como a gestão da qualidade, planejamento estratégico, gestão de recursos humanos e tantos outros - a inovação deve ser um processo gerenciado que objetiva reduzir a variabilidade do processo.

Fazendo a inovação funcionar
A inovação é um fenômeno organizacional. A melhoria dos resultados da gestão da inovação passa pelo domínio das oito dimensões apresentadas no Octógono da Inovação. A ferramenta aborda desde o alinhamento estratégico da inovação, passa pelos aspectos de estrutura organizacional, funding, liderança, incentivos, open innovation e cultura.

Estratégia de Inovação
– Como a empresa articula o direcionamento das iniciativas de inovação? Quais os tipos de inovação prioritários?

Liderança para Inovação
– O quão claro é o entendimento das lideranças quanto à necessidade e relevância da inovação? De que forma as lideranças apóiam o ambiente de inovação?

Estrutura para Inovação
– Onde está localizada a atividade de inovação e como ela é organizada?

Pessoas para Inovação
– Como é o apoio à inovação, seus incentivos e reconhecimentos?

Processo de Inovação
– Como as oportunidades de inovação são geradas, desenvolvidas e avaliadas?

Funding para Inovação
– Como as iniciativas de inovação são financiadas?

Cultura de Inovação
– O que a alta gestão diz e faz para criar um ambiente que estimule a inovação?

Relacionamentos para Inovação
- De que forma a organização utiliza parceiros, clientes e concorrentes na geração e refinamento de ideias?

Por: Maximiliano Carlomagno (Diretor da Innoscience, mestre em administração e professor de graduação e MBA do IBGEN) e Felipe Ost Scherer (Diretor da Innoscience, mestre em administração e professor da ESPM-RS). Ambos são autores do livro Gestão da Inovação na Prática. HSM Online

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Grupo sul-africano Naspers compra Buscapé por US$ 342 milhões

O Conglomerado de mídia sul-africano Naspers Limited anunciou nesta terça-feira (29/9) a compra do serviço brasileiro de comparação de preços Buscapé.A Naspers comprou 91% das ações do Buscapé por 342 milhões de dólares, o que dá ao serviço brasileiro comandado por Romero Rodrigues o valor de mercado de 375,8 milhões de dólares.Segundo o acordo, os responsáveis pelo Buscapé permanecerão no negócio com rendimentos estáveis pelos próximos cinco anos.
De acordo com o diretor de internet da Naspers, Antonie Roux, o Buscapé dará ao grupo "um negócio de rápido crescimento alinhado com nosso foco em comércio eletrônico".

A plataforma diversificada oferecida pela empresa apresenta "um conjunto de modelos de negócios dentro da cadeia de valores do comércio eletrônico em diferentes mercados na América Latina", afirma ele.
A aquisição segue uma estrategia da Naspers de investir em grupos que atuem no setor de comércio eletrônico ao redor do mundo.

Além de operar a plataforma de e-commerce Allegro, a Naspers pagou 1,9 bilhão de dólares em dezembro de 2007 pelo serviço europeu de leilões Tradus.

O Buscapé servirá de entrada da Naspers no setor de comércio eletrônico da América Latina, mercado na qual o conglomerado tem "interesse particular". Romero adinta que integrações entre o Buscapé e o Allegro poderão acontecer.
Criado por quatro colegas na Universidade de São Paulo em junho de 1999, o Buscapé completou sua primeira década este no comparando preços de cerca de 11,7 milhões de produtos oferecidos por 600 mil lojas.

Em maio de 2006, o Buscapé comprou seu principal concorrente, o BondFaro, e consolidou a dominação no mercado brasileiro de comparação de preços.Em julho de 2007, o Buscapé comprou a consultoria e-bit, responsável por compilar semestralmente dados do comércio eletrônico no Brasil dentro do relatório WebShoppers.

Ao comprar o serviço Pagamento Digital em 2008, a empresa entrou no setor de pagamentos eletrônicos, investindo também na aquisição da plataforma FControl para proteger as transações online.

Segundo previsão da e-bit, o comércio eletrônico deverá movimentar 10,5 bilhões de reais durante 2009, aumento de 28% em relação aos 8,2 bilhões de reais registrados durante 2008.
Fonte: IDG Now

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

O futuro e a Economia Criativa


A crescente importância do intangível traz um novo desafio para as empresas: a avaliação e seu papel nas organizações.

Vivemos um momento em que há um novo motor da economia. Passamos por fases onde este motor foi sucessivamente a matéria prima, depois o produto, em seguida os serviços e agora é a vez da “Economia da Experiência”: a experiência é o ‘bem’ que tende a ser mais desejado, especialmente se forem experiências transformadoras.

Os setores diretamente ligados à economia da experiência, como turismo e entretenimento, crescem a taxas seis vezes maiores que os outros. Vivências diferenciadas e valores simbólicos agregados aumentam a percepção de valor e fazem com que o intangível (como uma marca, ou o trabalho criativo) valha mais do que o tangível (como uma fábrica, ou o trabalho braçal).

A crescente importância do intangível traz um novo desafio para as empresas: a avaliação de intangíveis e seu papel dentro das organizações. Gestão de conhecimento, rede de relações, reputação, governança, inovação, design, parcerias tecnológicas e comerciais, criatividade. Tudo isso vale, e muito. O BNDES, por exemplo, tem se dedicado a desenvolver métodos para mensurar esse valor e que também possam embasar o financiamento às atividades criativas.

Neste momento de transição do tangível para o intangível, concreto para o simbólico, também as relações de negócios se transformam. Temos um cenário onde produtos e serviços são cada vez mais semelhantes e o diferencial que pode garantir tanto o desenvolvimento quanto a sobrevivência empresarial será cada vez mais cultural, simbólico, baseado em relações e no tipo de experiência que o produto ou serviço oferece.

Um grande desafio empresarial no momento é conseguir ser visto (num mar de informações) e escolhido (num mar de ofertas e oportunidades diversas). Hoje, o consumidor escolhe aquilo que lhe proporciona uma experiência mais interessante, desperta sua simpatia, gera um sentimento de confiança, identificação.

A escolha de uma empresa ou marca, está ligada à sua cultura e relação com a comunidade, assim como aos valores culturais agregados ao negócio ou servindo como base para inovação de produtos, serviços e processos. É o que faz com que se pague dez reais por um sabonete Natura (e existem sabonetes de R$ 0,90).

Uma Ferrari tem um preço diferenciado, mas como todos os outros carros têm apenas 4 rodas e uma direção. Qual a sua diferença? A sua marca é um ícone. Evidentemente, com muita qualidade e tecnologia dando credibilidade a toda essa magia. Nestes e em outros casos, o design é um diferencial competitivo capaz de reinventar o negócio.

Nas últimas três edições do São Paulo Fashion Week, temos realizado ‘Encontros de Economia Criativa’ com lideranças empresariais, governamentais, criativas e do setor financeiro, para discutir o potencial que ela oferece e as estratégias para concretizá-los. Setores considerados tradicionais, revitalizados pela Economia Criativa, tem nos ativos intangíveis uma nova forma de competitividade, inovando através de design, processos, materiais, tornado-se setores dinâmicos, capazes de exportar, atrair investimentos, gerar empregos, e sobretudo sobreviver à violência da atual concorrência internacional.

Outro vetor que tem grande influência no futuro do setor é a transição de uma economia de “hits” – alguns poucos produtos, massificados e que vendem muito – para o que tem sido chamado de economia do nicho (ou da “Cauda Longa”): diversos, pequenos, segmentados. Nichos que individualmente vendem pouco, mas somados representam uma fatia atraente e promissora.

Como atender todas estas tendências e saber aproveitar as oportunidades que oferecem? A Economia Criativa nos oferece instrumentos para transformar nossa criatividade (potencial) em inovação (realidade).

O grande diferencial da Economia Criativa é que ela promove desenvolvimento sustentável e humano e não mero crescimento econômico. Quando trabalhamos com criatividade e cultura, atuamos simultaneamente em quatro dimensões: econômica (em geral, a única percebida), social, simbólica e ambiental.

Eis porque a economia criativa é estratégica não apenas para os negócios criativos, mas para todos aqueles que ganham competitividade através do que chamamos “culturalização dos negócios”: valor agregado a partir de elementos intangíveis e culturais para o crescimento do negócios de forma sustentável.

Por: Lala Deheinzelin (Enthusiasmo Cultural, palestrante, criativa e consultora; assessora do Programa de Economia Criativa da South - South Cooperation Unit/PNUD/ONU; membro do Conselho do In-Mod Instituto Nacional de Moda e Design/SPFW) HSM Online

E você o que achou?

domingo, 15 de novembro de 2009

Sua mente e a nova economia

Como psicólogos, estatísticos, neurocientistas (e até economistas!) trabalham para decifrar o cérebro de consumidores e investidores e reescrever a teoria econômica que há um ano levou o mundo à crise

Por Alexandre Teixeira e Edson Porto

Em laboratórios médicos assépticos, como o Centro de Ciências de Neuroimagem, em Londres, uma revolução econômica é tramada. Separados da ação por vidros grossos, neuroeconomistas observam a entrada de cobaias humanas em câmaras do tamanho de um automóvel e 32 toneladas de peso. Normalmente entra-se nessas máquinas para diagnosticar tumores não detectados por tomógrafos convencionais. Neste caso, voluntários são pagos para participar de jogos que simulam situações de consumo, aplicações financeiras ou poupança. Esse gigantesco equipamento – adquirido por um punhado de centros de pesquisa espalhados pelo mundo, ao custo de até US$ 4 milhões – produz o que os neurocientistas chamam de Imagem por Ressonância Magnética Funcional. O aparelho rastreia, com precisão milimétrica, o cérebro do voluntário, medindo a quantidade de sangue oxigenado nas diferentes áreas que o compõem e identificando quais delas “acendem”, destacando-se em vermelho fogo, quando tomamos decisões de compra ou investimento.

Pesquisadores de mercado já sabiam que, ao provar o mesmíssimo vinho apresentado em garrafas de R$ 20 e de R$ 100, consumidores dizem preferir o mais caro. Com auxílio da ressonância magnética, descobriu-se que um gole do vinho de R$ 100 efetivamente “acende” mais o córtex orbitofrontal (área do cérebro sensível a recompensa e punição) do que o de R$ 20. Do mesmo modo, usando a neurociência para entender a aversão ao risco, pesquisadores constataram que o medo de perder dinheiro é um processo químico no cérebro do investidor. Uma experiência conduzida na Alemanha replicou uma situação de tomada de decisão, pedindo a voluntários monitorados por tomógrafos que escolhessem entre fundos de investimento domésticos e estrangeiros. O teste revelou níveis de atividade significativamente mais altos nas áreas do cérebro identificadas com o medo de prejuízos quando os participantes analisavam fundos com ativos fora da Alemanha – mesmo que eles não fossem intrinsecamente mais arriscados.

A ressonância magnética é uma das ferramentas importantes da neuroeconomia, uma das ciências multidisciplinares que se apresentam como linhas auxiliares do esforço acadêmico e empresarial para resgatar a economia do beco sem saída em que se viu metida desde a eclosão da Crise de 2008. Há técnicas mais complexas (e assustadoras), como a Tomografia com Emissão de Pósitrons, que exige a injeção de soluções radioativas no cérebro para a realização de experiências, ou os estudos de pacientes com lesões cerebrais. A finalidade, no entanto, é a mesma. Entender, de verdade, como funciona o cérebro econômico de homens e mulheres de carne e osso – e livrá-los das abstrações grosseiras que os transformaram em máquinas obstinadamente racionais de tomar decisões. Economistas de boa-fé agora admitem que simplificaram demais as coisas e construíram teorias sobre os mercados tratando consumidores e investidores como caixas-pretas. Seus colegas nos laboratórios de neurociência se oferecem para abri-las.

Usando a neurociência para entender a aversão ao risco, pesquisadores
descobriram: o medo de perder dinheiro é um processo químico cerebral


“Pensar sobre como o cérebro implementa decisões econômicas, comparado a pensar sobre escolhas resultantes de preferências e crenças, é como trocar a TV em preto e branco por uma em cores”, compara Colin Camerer, um dos pioneiros da neuroeconomia. A imagem resultante não é bonita como a do homo economicus, ser mitológico que habita os livros-texto de economia e foi debochadamente descrito pelo economista comportamental Richard Thaler como capaz de “pensar como Albert Einstein, armazenar tanta memória quanto o Big Blue da IBM e ter a força de vontade de Mahatma Gandhi”. Na TV em cores da neuroeconomia, fica claro que o tal homem econômico não existe, é fruto da imaginação pouco fértil dos economistas ortodoxos. Com seu cérebro escaneado, homens e mulheres surgem emocionais, contraditórios, medrosos – em suma, humanos. É sobre essa gente de verdade que um grupo de pensadores originais se propõe a mergulhar.

Tido por muitos como o pai da economia comportamental, Thaler acredita que a crise que abalou as finanças globais terá impacto profundo na forma de pensar dos economistas. Aos 64 anos, ele diz que, ao longo de sua carreira, nunca havia visto seus colegas tão envolvidos com uma crise econômica contemporânea. “Economistas raramente falam de economia no almoço ou no café. Agora é tudo o que eles discutem”, disse a Época NEGÓCIOS, de sua casa, em Chicago. Para Thaler, a Crise de 2008 será “um ponto de inflexão para a teoria econômica, como foi a Grande Depressão na primeira metade do século passado”. Segundo ele, os economistas levaram muito tempo para entender o significado da Crise de 1929, mas ela alterou – e, em alguns casos, enterrou – teorias econômicas amplamente aceitas nas décadas anteriores. Thaler entende que o mesmo pode acontecer agora, embora acredite que esse será um processo longo e tortuoso. “Ainda estaremos estudando esta crise daqui a 30 anos.”

Se a sociedade culpa os banqueiros por tudo o que aconteceu de meados de 2007 para cá, há na academia quem aponte dedos acusadores para teóricos do pensamento econômico. “A profissão de economista deve ficar com muito da culpa pela crise. Se for para se tornar útil de novo, ela deve passar por uma revolução intelectual – tornando-se ao mesmo tempo mais ampla e humilde”, escreveu Anatole Kaletsky, comentarista econômico do Times, de Londres. No mundo todo, intelectuais que passaram os últimos anos de castigo, acusados de contrariar o senso comum, levantam a voz para condenar quem os condenou. “A crise fala por si. As anomalias foram grandes demais”, diz o ex-ministro Luiz Carlos Bresser Pereira. “O mundo está aberto a novas ideias.”

sábado, 14 de novembro de 2009

Governo age para estimular investimento

VEM AÍ NOVO PACOTE

Governo quer que empresas comprem equipamentos para a modernização do parque industrial brasileiro

Paralelamente às medidas pontuais em estudo para evitar uma queda mais acentuada do dólar, a equipe econômica trabalha para acelerar a agenda de estímulo ao investimento. A avaliação levada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva é de que as empresas têm que aproveitar o momento, inclusive de dólar mais barato, para comprar máquinas e equipamentos necessários a uma ampla modernização do parque industrial brasileiro.

O governo quer patrocinar um novo pacote de medidas para estimular os investimentos e estuda a possibilidade de eliminar, ou pelo menos reduzir para seis meses, o prazo para que as empresas utilizem os créditos de PIS e Cofins obtidos na compra de máquinas e equipamentos. Esse prazo, que já foi de 48 meses, está hoje em 12 meses. Se prevalecer a tese de dedução automática, a Receita Federal contabiliza uma perda de receita avaliada entre R$ 6,5 bilhões e R$ 7 bilhões. O volume de recursos é significativo, mas a taxação do investimento é considerada pelo setor empresarial uma anomalia e um entrave ao investimento.

A agenda pró-investimento inclui também uma nova rodada de redução dos custos de financiamento pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O BNDES vai receber novo empréstimo do Tesouro justamente para deslanchar essa agenda de investimentos.

Para a equipe do ministro Mantega, sem essa modernização não há com garantir um "choque" de competitividade às empresas, capaz de evitar uma crise cambial mais à frente, quando o Brasil receber ainda mais recursos externos com o pré-sal, a Copa do Mundo de Futebol e as Olimpíadas de 2016. Esse ganho de competitividade das empresas é necessário porque o país está importando mais com o dólar mais barato e enfrenta uma competição no mundo mais acirrada depois da crise financeira internacional. Além do fato de que o Brasil pode perder mercado externo.

"O aumento do investimento vai garantir a transição para o real como moeda forte", disse uma fonte da Fazenda. Segundo a fonte, o ministro e outros integrantes da sua equipe têm mantido reuniões com lideranças empresariais para discutir essa agenda, já que o setor produtivo mantém ainda receio de voltar investir. "Temos um trabalho também de convencimento dos empresários da importância de aproveitar esse momento", ressaltou a fonte, destacando que o setor produtivo precisa fugir do caminho fácil de querer competitividade apenas pela "via de taxa de câmbio elevada". Boa parte das reuniões tem ocorrido em São Paulo, onde o ministro tem despachado no prédio da Caixa Econômica.

Fonte: Caderno Negócios Diário do Nordeste.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Entidade pede o ressarcimento para consumidor

Pro Teste diz que consumidor deverá ser compensado com desconto na tarifa de energia no próximo reajuste. Entidade espera que o caso seja resolvido administrativamente

Em resposta às declarações do diretor geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hübner, negando a possibilidade de devolução do que os consumidores pagaram a mais por conta de erro no cálculo da tarifa de energia, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste) protocolou ofício ontem em Brasília. Este é o segundo ofício em que a entidade pede a Aneel a correção da metodologia de reajustes tarifários e medidas para a recomposição dos danos causados aos consumidores.

Segundo a advogada da Pro Teste, Flávia Lefèvre Guimarães, que assina o ofício, é preciso que a agência além de adequar a fórmula de reajuste do contrato evitando erros futuros, estabeleça regras para ressarcimento dos prejuízos ocorridos no passado. Para ela, uma forma seria a compensação nos percentuais de reajustes a serem aplicados a partir de 2010. Ela entende que, dependendo do cálculo da tarifa seria aplicado um desconto de acordo com o que foi calculado a mais para a concessionária de energia durante cerca de 10 anos.

Explica que a sociedade teve prejuízo porque o ganho de escala não foi compartilhado e a Aneel tem obrigação de devolver. No ofício destaca que ``a despeito do reconhecimento pela Aneel, temos visto manifestações do diretor geral da agência na mídia, afirmando que a Consulta Pública aberta à participação da sociedade só contemplará situações futuras e que o passado não será tratado, por entender que as empresas concessionárias estariam amparadas pelos contratos de concessão e, por isso, não estariam obrigadas a devolver os recursos obtidos. Com todo o respeito, a Pro Teste vem discordar da interpretação expressada pelo representante maior da Aneel``. Para a Pro Teste a omissão da agência em encontrar uma regra capaz de indenizar os consumidores pode configurar ilícito e responsabilidade para os agentes públicos com atribuição legal para tratar da matéria.

Depois de admitir o erro de metologia a Aneel decidiu submeter à audiência pública, por intercâmbio documental, uma proposta de alteração de cláusulas dos contratos de concessão assinados com as 63 distribuidoras. As contribuições podem ser enviadas ao e-mail ap043_2009@aneel.gov.br até o dia 27 de novembro de 2009.

EMAIS

- O erro na metodologia de cálculo dos reajustes tarifários foi detectado por auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU). O TCU fez o trabalho a pedido do deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), em 2007. O caso veio à tona no mês passado na CPI das Tarifas de Energia Elétrica da Câmara Federal. Em depoimentos a Aneel e representantes de concessionárias reconheceram o erro e concordaram em fazer a correção. A CPI e os órgãos de defesa do consumidor querem a devolução, de alguma forma, do que foi pago a mais. A Aneel está fazendo os cálculos mas ainda não admitiu oficialmente devolver.

- As perdas para os consumidores por conta da falha na metodologia de cálculo do reajuste das tarifas de energia elétrica passam de R$ 600 milhões, só no primeiro semestre deste ano, segundo cálculos feitos pela Aneel. Em julho o órgão regulador calculou o efeito da distorção da metodologia de cálculo em dez distribuidoras e enviou o número para o Ministério de Minas e Energia. No total, as perdas para o consumidor chegaram a R$ 631 milhões. Das dez distribuidoras analisadas, a que recebeu mais recursos do consumidor por conta da metodologia errada foi a Eletropaulo, com R$ 174,1 milhões. Para mudar os contratos, no entanto, a agência precisa da concordância das próprias distribuidoras.

Por: Artumira Dutra

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Dados têm que ser organizados

PARA EVITAR PROBLEMAS

Organização. Esta é a palavra de ordem, apontam os especialistas, para que o contribuinte não venha a ter problemas com o fisco diante de tamanho controle e acompanhamento.

"Recomendamos que as pessoas físicas mantenham o controle de todos os seus gastos durante o ano e verifiquem se os rendimentos, ou outras fontes de renda, são suficientes para comprovar os pagamentos, além das demais preocupações, como lançar corretamente a receita, os bens, etc", orienta Isnar Holanda, consultora tributária do Grupo Fortes de Serviços.

Já as empresas, diz ela, "devem ter todo cuidado com os seus registros contábeis, conferindo as declarações antes de encaminhá-las ao fisco e cruzando as informações entre elas, para não estarem divergentes".

Guardar documentos
Mas que tipo de informação, então, o contribuinte deve ter em mãos e por quanto tempo ele deve guardá-la?

Conforme a especialista, a pessoa física deve guardar todos os documentos e papéis que comprovem os dados informados nas declarações. "Na declaração de rendimentos pessoa física, por exemplo, guardar todos os comprovantes médicos, carnês de pagamento de colégio, faculdade, plano de saúde. Além disso, a guarda de documentos e comprovantes de pagamentos protege o contribuinte, inclusive, de cobranças indevidas", lembra.

Segundo ela, esses documentos fiscais bem como faturas, duplicatas, guias, recibos e todos os demais deverão ser conservados no mínimo pelo prazo de cinco anos, período por meio do qual o Fisco pode fazer uma fiscalização.

Em relação à pessoa jurídica, a legislação vigente determina que ela é obrigada a conservar em ordem, enquanto não prescritas eventuais ações que lhes sejam pertinentes, os livros, documentos e papéis relativos a sua atividade, ou que se refiram a atos ou operações que modifiquem ou possam vir a modificar sua situação patrimonial.

Ocorrendo extravio, deterioração ou destruição de livros, fichas, documentos ou papéis de interesse da escrituração, a pessoa jurídica deve publicar, em jornal de grande circulação do local de seu estabelecimento, aviso concernente ao fato e deste dará minuciosa informação, dentro de 48 horas, ao órgão competente do Registro do Comércio, remetendo cópia da comunicação ao órgão da Secretaria da Receita Federal de sua jurisdição, para que não venha a ter problemas. E lembra: "a legalização de novos livros ou fichas só será providenciada depois de observado esse procedimento".

Por fim, fala, os comprovantes da escrituração da pessoa jurídica, relativos a fatos que repercutam em lançamentos contábeis de exercícios futuros, deverão ser conservados até que se opere a decadência do direito de a Fazenda Pública constituir os créditos tributários relativos a esses exercícios.

Somado a todos esses cuidados, acrescenta a tributarista Tiziane Machado, o contribuinte deve buscar ainda ajuda profissional, como uma boa empresa de contabilidade ou assessoria jurídica. "A declaração do IR ou os controles contábeis e fiscais não são tão simples", ensina a advogada tributarista.

"Além disso, depois de cinco anos o Fisco pode ainda vir a pedir explicações sobre preenchimentos antigos".

"Então se organizar e pedir ajuda profissional é essencial para não ser pego por cometer um simples erro", reforça Tiziane Machado. (ADJ)

Fonte: Caderno Negócios Diário do Nordeste